Conquistar o primeiro emprego continua sendo um dos maiores desafios para os jovens de Jundiaí. Embora a cidade tenha registrado saldo positivo de 664 vagas de aprendizagem em 2025 e outras 288 até junho deste ano, a falta de experiência, a concorrência e a incompatibilidade entre o horário escolar e as vagas ainda impedem que muitos consigam a tão esperada primeira oportunidade.
Aos 17 anos, Gabriela Beatriz Fernandes de Oliveira espera pela primeira oportunidade. Há meses em busca de uma vaga, ela enfrenta obstáculos comuns entre jovens que tentam entrar no mercado de trabalho: a falta de experiência, a timidez e a dificuldade de conciliar emprego e estudos. “Está sendo difícil por conta do meu horário escolar. Também sou muito tímida e acredito que a falta de experiência dificulta bastante”, conta.
Enquanto aguarda uma resposta positiva, Gabriela busca se preparar para aumentar as chances de contratação. Ela pretende fazer cursos de informática e na área de design de cílios. “Conseguir um emprego agora significaria ter estabilidade financeira para pagar minhas contas básicas.”
A história de Gabriela não é isolada. Segundo o IBGE (Censo 2022), Jundiaí possui 85.380 jovens, o equivalente a 19,3% da população. Para uma parcela desse público, a entrada no mercado de trabalho representa o primeiro passo para conquistar independência financeira, mas o caminho costuma ser marcado pela falta de experiência e pela necessidade de desenvolver novas habilidades.
Se para alguns jovens a espera se prolonga, para outros a persistência acaba abrindo a primeira porta. Foram seis meses de busca, processos seletivos e expectativa até que a resposta positiva chegou para Mateus Masson dos Santos, de 24 anos, que conquistou o primeiro emprego na área de logística. “Não foi difícil encontrar vagas, mas ser chamado é o mais complicado quando você ainda não tem bagagem. Essa oportunidade representa muito para mim, porque era uma empresa em que eu queria trabalhar desde que entrei na logística”, afirma.
Segundo a Prefeitura, os jovens que mais procuram oportunidades têm entre 15 e 18 anos e enfrentam principalmente a falta de experiência, além da incompatibilidade entre os horários das vagas e da escola. As oportunidades para quem está começando concentram-se nos setores de serviços, indústria, logística e comércio.


