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Créditos da imagem:
Festival de Cannes/Divulgação
A 79ª edição do Festival de Cannes está chegando ao fim, e o evento se mostrou em linha das expectativas criadas no dia do anúncio da seleção. Com uma ênfase maior do que o normal no cinema de autor da Europa, e uma presença significativa de filmes franceses na competição pela Palma de Ouro, Cannes 2026 não foi o mais interessante.
Não faltaram grandes filmes, como essa lista mostra, mas especialmente na mostra competitiva, a falta de variedade foi perceptível. Não houve nada como Anora, A Substância, O Agente Secreto ou Sirat. Por outro lado, não faltaram dramas de Segunda Guerra Mundial.
A sensação na Croisette é que, além de 2026 reforçar a teoria de que Cannes sempre é melhor em anos ímpares, há muita gente esperando pela 80ª edição do evento, ano que vem. Isso inclui estúdios de Hollywood e cineastas de renome.
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Mesmo assim, não há justificativa para colocar uma história francesa que já vimos dezenas de vezes no lugar de um filme da América Latina ou África, duas regiões totalmente ausentes da mostra principal.
A mesmice da seleção, porém, significa que grandes filmes se destacaram ainda mais que o normal. Mesmo que eles tratassem de assuntos semelhantes que outros títulos inferiores, sua qualidade se anunciava de forma grandiosa. Se Histórias Paralelas fracassou na brincadeira metalinguística e Coward é uma história clichê de homens gays no contexto de guerra, Natal Amargo e La Bola Negra mostraram como acertar essas duas propostas.
Aliás, se há um país que sai gigante de Cannes, é a Espanha. Além dos dois filmes acima, El Ser Querido foi um dos principais títulos do ano, e um que certamente fará barulho na temporada do Oscar. Ele, inclusive, é um dos 10 filmes que você verá abaixo. Confira nossa lista dos melhores de Cannes 2026.
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