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Zélia Duncan dá passo à frente com a fricção de ‘Agudo grave’, álbum autoral que evolui como ‘sólido que escorre’


Na primeira delas, “Pontes no ar”, cantada por Zélia com Continentino, o arranjo de Maria Beraldo ergue a impressão de que a bateria de Sérgio Machado e o baixo do próprio Alberto Continentino sustentam no ar as pontes do título da música. Na segunda parceria dos artistas, “E aí, IA?”, canção de título tão engenhoso quanto conciso, paira uma sensação de dissonância sobre o toque jazzy de um piano tocado por Maria Beraldo e/ou por Tó Brandileone.



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