Você já se perguntou se um animal silvestre, criado desde pequeno com todo o conforto humano, conseguiria sobreviver se fosse devolvido à selva? Essa é a dúvida que Beatriz Lopes levantou ao compartilhar a rotina com um jacaré de estimação que divide opiniões na internet.
Entre carinhos e beijos no réptil, ela questiona quem defende a soltura do animal, argumentando que a natureza pode ser um lugar implacável para quem nunca precisou lutar para se alimentar ou se proteger.
O jacaré, que ainda vive o dilema familiar de ser batizado como Teco ou Olaf, é apenas um dos mais de 100 moradores de um refúgio particular.
A casa de Beatriz e seu marido, André Poloni, é um verdadeiro santuário onde espécies domésticas e exóticas convivem em um terreno de três mil metros quadrados.
André, que é adestrador com mais de 20 anos de experiência, utiliza todo o seu conhecimento para garantir que essa vizinhança tão diversa viva em perfeita harmonia e segurança.
O que mais impressiona quem acompanha essa rotina é perceber que, embora seja um animal de natureza selvagem, o jacaré parece ter deixado de lado os instintos agressivos para dar lugar a uma convivência dócil.
Graças ao trabalho de adestramento e ao convívio constante, ele não demonstra reações de ataque, comportando-se de forma tranquila no colo dos tutores.
Essa adaptação sugere que, dentro desse ambiente controlado e com acompanhamento profissional, o animal encontra uma qualidade de vida e uma segurança que dificilmente teria enfrentando os perigos e a escassez do habitat selvagem.
Toda essa estrutura não é apenas para o lazer, mas sim um compromisso com a responsabilidade ambiental.
No Brasil, ter um animal exótico em casa não é algo simples: é necessário que eles venham de criadouros autorizados, tenham documentação do Ibama e acompanhamento constante.
Beatriz e André fazem questão de reforçar que a legalidade é o que garante o bem-estar de cada bicho que vive ali, desde os mais comuns até os mais inusitados, mostrando que o adestramento ético é a chave para essa conexão.
O vídeo de Bia com o jacaré tem 7,2 milhões de visualizações, 471 mil curtidas e 9.697 comentários.
“Como pode um bichinho tão brabo conseguir amansar um jacaré?”.
“Observem agora como o jacaré finge de morto, perto da espécie predominante”.
“Jamais subestime o estrago que um bicho desse pode fazer… agora, o jacaré é uma fofura!”.
Assista abaixo:
Essa paixão pelos animais é passada de geração em geração. Alice, a filha do casal de 9 anos, cresce aprendendo na prática o que muitos só veem nos livros.
A família já é conhecida por viralizar com essas interações, como no famoso vídeo da píton Trena, que atendeu prontamente ao chamado de Beatriz após uma escapada pelo quintal.
Sobre o ‘quase zoológico’ Bia disse para a Revista Crescer que o objetivo é inspirar famílias.
“Sobre a repercussão online, quando um vídeo viraliza, vem muitas pessoas que admiram, mas, ao mesmo tempo, pessoas que são contra. Mas é normal, sabemos que nunca vamos agradar a todos. Cada um tem uma criação, uma crença e isso faz parte. O importante é que a grande maioria se identifica, elogia e acabamos servindo de inspiração para muitas famílias.”
E aí, você teria coragem de criar um jacaré também? Conta pra gente nos comentários!
