
O setor de eventos de cultura e entretenimento somou mais de 25 bilhões de reais em consumo no primeiro bimestre do ano, o maior nível da série histórica iniciada em 2019. Na comparação entre outros grandes setores da economia, como construção civil e serviços, o segmento também manteve o maior crescimento proporcional do estoque de empregos. Os dados são do Radar Econômico elaborado pela Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE).
Em relação ao mercado de trabalho, o core business do setor chegou a 205,5 mil empregos formais em fevereiro, uma alta de 84,5% em relação a 2019. Apenas no segmento de organização de eventos, o avanço foi de 149,1%. A segunda área que mais cresceu (64,5%) foi a das atividades ligadas ao patrimônio cultural e ambiental. Atividades artísticas, criativas e de espetáculos foi a terceira, com aumento de 58%.
O hub setorial ligado ao setor — que envolve turismo, hospedagem, alimentação, publicidade e infraestrutura — acompanhou as altas, passando de 3,45 milhões para 4,27 milhões de vagas de trabalho, uma expansão de 23,8% ante sete anos atrás.
“Mesmo com todos os impactos causados pela pandemia, quando ficamos totalmente paralisados, o setor de eventos se consolidou como um vetor relevante da retomada da economia brasileira, com impacto direto sobre renda, emprego e uma ampla cadeia de serviços”, afirmou Doreni Caramori Júnior, empresário e presidente da ABRAPE, em nota.
