Essa é uma das premissas do projeto “Pra quando eu morrer”, liderado pelo empreendedor social e ativista Tom Almeida, fundador do Movimento inFINITO, que incentiva conversas abertas sobre o tema. Almeida, que trabalha na área há quase oito anos, defende que abordar a finitude não significa antecipar a hora de partir, mas cuidar da vida e da família.
“Quando meu pai chegou na fase final de vida e pude fazer o que ele me pediu, me senti muito bem. Apesar da tristeza, a conversa oferece uma forma de cuidar, além de ferramentas de enfrentamento do luto, pelo sentimento de ter respeitado e honrado o que foi pedido”, conta Almeida.
Ao perceber que boa parte do que poderia ser organizado para poupar a própria família ainda estava pendente, o empreendedor social decidiu colocar a mão na massa. No conjunto da obra, observou que são várias questões a refletir: rituais, planejamento funerário, decisões sobre cuidados paliativos, a vida digital e questões legais.
Para mostrar como esse plano pode ser elaborado, a trajetória registrada em áudio vem sendo detalhada em oito episódios de uma temporada narrativa do podcast Conversas Sinceras, do Movimento inFINITO.
A ideia é inspirar outras pessoas na produção dos próprios planejamentos, além de trazer para a sala de estar um assunto que não precisa, necessariamente, ser mórbido.
Por onde começar?



