Uma cena registrada na recepção do Hospital Dom João Becker, em Gravataí, no Rio Grande do Sul, chamou a atenção de internautas. Durante uma madrugada de forte temporal no município gaúcho, uma visitante encontrou um cachorro de pelagem preta abrigado dentro da instituição de saúde.
O animal ocupava uma das poltronas da sala de espera, onde dormia de maneira confortável enquanto a chuva caía na área externa. A gravação foi feita e publicada na plataforma TikTok por Carol Somensi, que passava pelo local no momento da tempestade.
No primeiro vídeo Carol mostra a intensidade da chuva na rua sob a iluminação pública. Ao direcionar a câmera para o interior do hospital podemos ver o corredor principal da recepção vazio. Apesar do espaço reservado para pacientes e acompanhantes, apenas uma das poltronas estava ocupada.
É então que em uma das cadeiras, o cão aparece deitado de lado, recolhido para se proteger do frio e da umidade da noite.
Quando a aproximação acontece, o animal apenas levanta a cabeça de forma serena e observa a movimentação da câmera, demonstrando estar habituado com o ambiente do hospital e com a presença humana.
“Na madrugada do hospital em uma noite de temporal, o que encontramos. Que amor”, escreveu Carol.
O vídeo publicado em 5 de maio tem mais de 17 mil visualizações, 2.199 curtidas e 111 comentários.
“Que amor o hospital deixar ele ficar. Parabéns”.
“Meu sonho ter um quintal e dinheiro suficiente para pegar todos os animais de rua e fazê-los feliz, um dia vou conseguir realizar”.
“Ah nem !!!Certamente ele já teve um lar e era acostumado ficar no sofá”.
Veja abaixo:
Em um segundo momento, a autora publicou outro trecho da mesma situação utilizando uma dinâmica comum de humor da internet.
A legenda simula uma cobrança de mensagem com a frase sobre o motivo de não ter respondido antes, seguida pela justificativa de estar ocupada apreciando o animal.
Desta vez, a filmagem foca nos detalhes do cachorro, que apoia o focinho e as patas dianteiras diretamente no braço estofado da poltrona, mantendo uma postura relaxada enquanto uma música instrumental de fundo acompanha as imagens.
A presença de animais comunitários em repartições públicas e instituições de saúde é um tema que gera debates frequentes sobre manejo populacional e bem-estar animal no Rio Grande do Sul.
Em muitas cidades brasileiras, cães que vivem nas proximidades de hospitais e delegacias acabam recebendo cuidados informais de funcionários e da própria comunidade, que oferecem alimento e permitem o acesso temporário às instalações em dias de condições climáticas extremas.
A recepção de hospitais, por funcionar em regime de plantão contínuo de 24 horas, acaba se tornando um ponto de referência para a busca de refúgio contra tempestades. .
“’Na madrugada do hospital em uma noite de temporal, o que encontramos. Que amor’
Em plena urgência do hospital alguém no seu melhor sono, quentinho enquanto caía uma água forte na rua.
Será mesmo que cachorro sente frio?
O site Purinaexplica:
Os cachorros sentem frio e demonstram isso por meio de sinais comportamentais e corporais, como tremores frequentes, isolamento, o hábito de deitarem enrolados, busca por tapetes ou cantos da casa e redução nas atividades físicas.
Uma forma direta de identificar o incômodo é checar se as orelhas, o focinho e as patas estão gelados.
A sensibilidade térmica dos cães varia de acordo com a idade, porte, peso, raça e tipo de pelagem. Animais de pequeno porte e pelo curto sofrem mais, enquanto cães grandes, de pelo longo ou com subpêlo resistente suportam melhor as baixas temperaturas.
O sinal de alerta geral deve ser ligado quando os termômetros marcam abaixo de 10ºC, especialmente à noite ou com ventos fortes.
Um estudo da Universidade Tufts mapeou esses riscos e apontou que temperaturas a partir de 7ºC exigem atenção para portes menores, tornando-se potencialmente inseguras para a maioria dos cães entre 4ºC e 1ºC, e críticas ou perigosas abaixo de -4ºC.
Filhotes e cães idosos exigem atenção redobrada por terem maior dificuldade em controlar a temperatura corporal. Os filhotes possuem pouca gordura e um sistema imunológico frágil, enquanto os idosos enfrentam a desaceleração do metabolismo e dores articulares agravadas pelo clima frio.
Para proteger os animais durante o inverno, é fundamental adotar medidas práticas de acolhimento. Cães que vivem externamente precisam de casinhas protegidas do vento com cobertores, e as camas internas não devem ficar em contato direto com o chão frio.
O uso de roupinhas confortáveis é recomendado nos horários mais gelados, assim como realizar passeios nos momentos mais quentes do dia.
É por isso que ações sociais como ‘cãodomínios’ comunitários são cada vez mais importantes.


