A junção de criança, sapo e cachorros é boa ou ruim? Bom, para Jéssica Junkes a combinação foi um susto – bem humorado – na rotina da família. Ela que vive em um local remoto recebe a visita de muitos animais silvestres, entre eles, de sapos.
Em 6 de janeiro a dona da casa registrou a presença de um réptil na varanda, para que seu filho não pegasse o animal com a mão, ela sugeriu que utilizasse o cabo de vassoura para ‘expulsá-lo’ cuidadosamente. A ideia era encaminhar o sapo por uma fresta entre as madeiras.
Acontece que a criança escolheu uma fresta muito estreita pela qual o sapo não conseguiria passar. A mãe e o filho estavam tentando resolver a situação com calma, e felizmente desde o início o réptil permitiu aproximação e não pulou em ninguém.
Apesar da educação da família com o visitante inesperado, um cão de porte pequeno chamado Branquinho decidiu intervir e resolver com seus próprios meios: abocanhando o sapo.
Ao perceber uma hesitação de Marcos, filho de Jéssica, o cão correu até o réptil e o abocanhou para levar para longe.
“Cuidado Marcos, o Branquinho vai pegar”.
A mãe tentou avisar o pequeno, mas o pet foi mais rápido e a correria acabou causando um pouco de transtorno durante a gravação que a partir disso foi finalizada.
Ao publicar o registro no Instagram, Jéssica esclareceu que nenhum animal ficou ferido durante a filmagem.
“Todos vivos e em segurança, na medida do possível! E dizer que todo o caos só aconteceu pq não deixei a criança pegar o sapo com a mão.”, escreveu na legenda.
A publicação repercutiu bastante atingindo 7 milhões de visualizações, 165 mil curtidas e 1.753 comentários.
“O menino: com sua licença! O doguinho: sua licença é o caraiii”.
“O cachorro assim “ah ele não tá passando aí não? PERA AI QUE EU PASSO ELE JAJA”
“O doguinho: Deixa aqui que eu resolvo essa demora”.
Comentaram alguns internautas.
Confira o vídeo:
Outros questionaram o estado de saúde dos envolvidos na confusão. Jéssica afirmou que todos passam bem. Branquinho foi avaliado por um veterinário e não apresentou nenhuma reação colateral.
“Ele só segurou com a boca e o sapo provavelmente não soltou o veneno. Já foi avaliado pelo veterinário! Já está aqui na caça de mais bichos e a gente de olho!”, esclareceu.
Inclusive, ela também contou que o sapo retornou para as proximidades da casa, agora a questão é descobrir por quê? Se vingar ou pedir direitos de imagem.
Veja abaixo:
De acordo com o Instituto Butantan, ao contrário do imaginário popular, sapos, rãs e pererecas não espirram veneno que causa cegueira e não transmitem doenças a quem encostar em sua pele.
Longe disso: os anuros que vivem no quintal de uma casa, por exemplo, ajudam a controlar pragas e ainda funcionam como bioindicadores da qualidade do meio ambiente.
Segundo o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN), existem no Brasil 1.144 espécies de sapos, rãs e pererecas, o que faz do país o lugar com maior diversidade de espécies do grupo Anura no mundo.
A abundância de espécies é fundamental para manter a biodiversidade do planeta e contribuir para avanços na ciência.
Mas e os pets?
Em geral, bichos de estimação podem ser envenenados ao tentar morder um anuro. O veneno que existe em glândulas nas costas dos sapos-cururus (chamada de glândulas parotóides) só esguicha se elas forem pressionadas, por exemplo.
Ele atua via mucosa, ou seja, age depois da mordida ao entrar em contato com a boca, e pode causar danos gerais, principalmente cardiotóxicos e gastrotóxicos.
O ideal é cuidar bem dos pets para que eles não ataquem sapos, rãs e pererecas.
