Com o auxílio do diretor Fauzi Arap (1938 – 2013), Maria Bethânia cristalizou um molde de espetáculo conceitual em que músicas e textos (geralmente poemas) se costuram em roteiros que jamais perdem o fio da meada. O embrião da fórmula foi o show “Comigo me desavim”, estreado em 1967. Entretanto, foi a partir do antológico espetáculo “Rosa dos ventos – O show encantado”, em 1971, que a costura se alinhavou e deu o tom dos shows posteriores da artista, alguns de caráter nitidamente político na época da ditadura, caso de “A cena muda” (1974).


