InícioCidadesJundiaí registra quase 2,7 mil acidentes de trabalho este ano

Jundiaí registra quase 2,7 mil acidentes de trabalho este ano

Três trabalhadores morreram e outros 2.673 sofreram acidentes de trabalho em Jundiaí no primeiro semestre de 2026, um aumento de 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Dados do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) apontam 2.676 notificações entre janeiro e junho deste ano, contra 2.440 registros em 2025. Do total atual, 1.472 foram acidentes típicos leves, 176 considerados graves e 509 ocorreram no trajeto, indicando que a prevenção de ocorrências no ambiente de trabalho ainda é um desafio no município. 

A discussão ganhou ainda mais força nesta semana após a morte de um operador de empilhadeira, de 41 anos, esmagado pelo próprio equipamento durante o expediente em uma empresa de Jarinu. O veículo derrapou em um trecho com material plástico espalhado pelo chão e capotou sobre o trabalhador. Ele morreu no local. 

Embora os casos fatais sejam minoria, eles evidenciam uma realidade diária. O levantamento do Cerest também contabilizou 169 acidentes com exposição a material biológico, 80 acidentes de trânsito relacionados ao trabalho, 61 casos de violência, 61 intoxicações exógenas, 20 acidentes com animais peçonhentos e 17 ocorrências envolvendo menores.

Quem conhece de perto essa realidade é a inspetora de alunos Paloma Dayani Naves. Em 2021, durante o expediente, ela ajudava a reposicionar uma mesa de tênis de mesa quando o equipamento desmontou e caiu sobre seu pé, provocando uma fratura exposta. Ela ficou um ano afastada e ainda convive com sequelas. “Minha unha nunca mais cresceu da mesma forma. Minha pisada ficou diferente e ainda sinto dores. Se a mesa estivesse montada corretamente, esse acidente poderia ter sido evitado”, relata.

Para a coordenadora do Cerest, Flávia Pagliarde Cerezer, a maior parte dos acidentes envolve cortes, escoriações e lesões típicas de atividades manuais, além de ocorrências no trajeto entre casa e trabalho. Segundo ela, todas as empresas são obrigadas a notificar os casos, permitindo que o órgão identifique riscos e adote medidas para evitar novas ocorrências.

Nos acidentes graves, o Cerest realiza inspeções nas empresas e, quando necessário, pode determinar notificações, autuações e até a interdição de equipamentos. “A atuação do Cerest não é punitiva apenas. Nosso objetivo principal é proteger o coletivo. Quando identificamos uma falha, buscamos eliminar aquele risco para que o acidente não volte a acontecer”, afirma.

Veja a matéria completa aqui!

Noticias Relacionadas

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

mais vistas

comentarios