— Na minha carreira, uma das coisas mais difíceis de trabalhar é a eficácia, não é? Porque a eficácia tem muito a ver com gesto técnico, com o momento do arremate, do cabeceio. E o gesto técnico, o treinador não vai ensinar. Por exemplo, o Paquetá hoje teve três bolas, eu não vou ensinar para o Paquetá “tu tens que meter o pé corretamente na bola para finalizar” (risos). Ou dizer ao Bruno “tu vais cabecear com a parte frontal da testa”. Esse tipo de situação de eficácia é muito pessoal do jogador. A minha função como treinador é criar para que existam esse tipo de situações, de finalização. Para quê? Para que os jogadores consigam executar. Com certeza não é o melhor momento em termos de eficácia, mas eu acredito que, no futuro, vamos criar menos e vamos fazer mais. Trabalhamos finalizações, trabalhamos todas as semanas. Com certeza que, agora, nesse período, vamos procurar dar ênfase a essa situação. Mas, como eu já disse, o gesto técnico do jogador na ação é sempre uma coisa que o treinador vai interferir pouco. Tu não vai ver o treinador do Messi dizer “tu vais meter o pé assim quando finalizas”. Esse tipo de situação está fora do nosso alcance. Nós acreditamos na ação individual do jogador


