Os efeitos tornam-se mais evidentes com o passar das décadas. Um estudo da Universidade de Stanford aponta que a perda muscular acelera a partir dos 50 anos. Nessa fase, a redução anual varia de 0,5% a 2% da massa muscular. Entre os 60 anos, as perdas chegam a 4% ou 5%, enquanto após os 70 anos podem alcançar de 7% a 8%.
O envelhecimento não é o único responsável por esse declínio. Sedentarismo, predisposição genética, doenças crônicas, diabetes, câncer, alimentação inadequada e o uso prolongado de alguns medicamentos, como corticoides, também podem acelerar a perda muscular.
Quando perder músculo significa perder independência
A massa muscular é fundamental para atividades que costumam passar despercebidas no dia a dia. Levantar-se de uma cadeira, subir escadas, caminhar, carregar compras ou recuperar o equilíbrio após um tropeço dependem da força produzida pelos músculos.
Quando essa reserva diminui, capacidades básicas começam a ser comprometidas. O resultado é a perda gradual da força, do equilíbrio e da mobilidade, fatores que aumentam o risco de quedas e acidentes.
As consequências podem ser graves. A redução da função muscular favorece a perda do controle corporal, elevando a chance de fraturas, internações prolongadas e períodos de imobilização que acabam agravando ainda mais o quadro físico.


