Os estudos indicam que doses entre 32 mg e 300 mg já conseguem produzir efeitos cognitivos perceptíveis. Isso equivale, aproximadamente, a uma xícara pequena de café ou até cerca de dois ou três expressos.
Mas existe um detalhe importante: cada organismo responde de maneira diferente. Variações genéticas, especialmente relacionadas ao gene CYP1A2, responsável pelo metabolismo da cafeína, ajudam a explicar por que algumas pessoas ficam agitadas com pouco café, enquanto outras parecem quase imunes aos efeitos neuroestimulantes.
Embora seja relativamente segura em doses moderadas, a cafeína não é isenta de riscos. O consumo exagerado pode provocar sintomas semelhantes aos da ansiedade, como palpitações, tremores, irritabilidade e sensação de inquietação. Distúrbios do sono, desconfortos gastrointestinais e até episódios de pânico também podem surgir em pessoas mais sensíveis.
Em casos extremos, doses muito altas podem desencadear alterações cardíacas e até alucinações.
Por isso, a recomendação mais aceita é limitar o consumo diário a cerca de 400 mg de cafeína, algo próximo de três ou quatro cafés expressos, dependendo da concentração da bebida.



