“A sarcopenia é uma preocupação válida quando existe um processo de emagrecimento, especialmente em pacientes idosos ou que ingerem pouca proteína”, diz o médico. “Porém, há um medo exagerado no que diz respeito às novas medicações. Na verdade, quando a pessoa é relativamente magra e resolve reduzir o peso, ela de fato tem uma tendência a perder mais massa magra. Porém, o indivíduo com obesidade perde, proporcionalmente, muito mais gordura”, faz questão de esclarecer.
Funcionamento do organismo
Os especialistas reforçam a importância de acompanhar seis coisas: a flexibilidade e outros parâmetros úteis para a execução de tarefas no dia a dia, o nível de energia, a qualidade do sono, a presença de dores, possíveis sintomas de outras disfunções e a função sexual.
“Quando falamos em função sexual, logo nos lembramos dos homens”, reconhece Bruno Halpern. É verdade que, ao prejudicar a saúde dos vasos sanguíneos, neles a obesidade pode causar ou agravar a disfunção erétil. E mais: o acúmulo excessivo de gordura leva à diminuição do hormônio masculino, a testosterona, que tem tudo a ver com a libido.
“No entanto, a função sexual envolve uma dimensão muito maior do que isso, o que fica claro quando observamos as mulheres com excesso de peso”, nota Halpern. “Elas podem ter menos relações sexuais por uma série de fatores, que vão da baixa autoestima à dificuldade para relaxar durante a relação, com medo do olhar da outra pessoa, o que ocasiona até dores. E isso sem contar a função reprodutiva, que seria outra história: a obesidade favorece a infertilidade feminina.”
Comportamento saudável
Nessa área, os autores batem em uma tecla só: mudanças positivas na alimentação. É curioso, porque, durante muito tempo, comer direito foi considerado um caminho para tratar a obesidade, não um resultado do tratamento em si.


