Foto: Divulgação/King/Reprodução
Uma brasileira estudante de artes da Bahia se tornou campeã mundial do popular jogo “Candy Crush” ao vencer o “Candy Crush All Stars 2026” realizado em Londres, na Inglaterra. Após superar outros nove finalistas na disputa presencial, que antes reuniu milhões de inscritos de mais de 25 países em etapas online, Luana conquistou o prêmio principal de US$ 500 mil (equivalente a cerca de R$ 2,5 milhões), além de um anel exclusivo criado pela joalheria Icebox. A joia é adornada com pedras preciosas inspiradas nos elementos do universo do jogo.
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Em entrevista à Variety, Luana contou que sempre sonhou em participar de competições desse tipo: “Tenho jogado desde que me entendo por gente. Sonhava em competir em torneios ao vivo, imaginava um apresentador comentando minhas jogadas, o local da competição e os adversários. O fato de o Candy Crush All Stars existir e eu ter conseguido participar parece algo que saiu diretamente da minha imaginação.”
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A baiana também destacou o apoio fundamental da família. Segundo a campeã, os pais a acompanharam nas partidas decisivas realizadas em casa, ajudando no monitoramento dos adversários e até no cuidado físico durante as longas sessões de jogo. “Meu pai massageava minhas mãos e braços enquanto eu jogava […] Foi um verdadeiro trabalho em equipe”, contou. Promovido pela desenvolvedora King, o campeonato distribuiu um total de US$ 1 milhão em prêmios (em torno de R$ 5 milhões).
Foto: Reprodução/Candy Crush Saga Official
Lançado originalmente no Facebook em abril de 2012 pela desenvolvedora sueca King, o Candy Crush Saga se consolidou como um dos maiores fenômenos da indústria de jogos mobile, chegando a acumular mais de US$ 20 bilhões em receita e ultrapassando a marca impressionante de 3 bilhões de downloads.
Foto: Divulgação/King
Baseado em um mecanismo simples de combinar doces da mesma cor para avançar de fase, o game conquistou milhões de usuários em poucos meses e hoje conta com mais de 17 mil níveis. Seu sucesso financeiro e de público baseia-se no modelo “freemium”: o aplicativo é totalmente gratuito para download e progressão, mas oferece a compra opcional de vidas e facilitadores dentro da plataforma.
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A jogabilidade consiste na troca de posição entre doces adjacentes para formar linhas ou colunas com pelo menos três peças iguais. Quando isso acontece, os doces desaparecem e novos elementos ocupam os espaços vazios. Combinações maiores criam doces especiais capazes de provocar explosões, eliminar linhas inteiras ou destruir grandes áreas do tabuleiro.
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À medida que o jogador avança, surgem obstáculos como chocolate, bombas-relógio, gelatinas, bloqueadores e ingredientes que precisam ser conduzidos até a parte inferior da tela. Cada fase apresenta objetivos específicos, o que ajuda a manter a experiência variada ao longo de milhares de níveis.
Foto: Reprodução/Candy Crush Saga Official
Um dos fatores que explicam o sucesso do jogo está na curva de aprendizado acessível. Qualquer pessoa consegue compreender as regras em poucos minutos, mas os desafios mais avançados exigem planejamento, observação e estratégia. Além disso, o sistema de vidas limitadas cria uma dinâmica que incentiva o retorno frequente ao aplicativo.
Foto: Divulgação/King
Caso o jogador esgote suas tentativas, precisa aguardar um período para recuperar vidas ou recorrer a recursos pagos. O impacto cultural do Candy Crush ultrapassou o universo dos videogames. Durante a década de 2010, o jogo se tornou presença constante em celulares e tablets ao redor do mundo.
Foto: Divulgação/King
Passageiros em ônibus, metrôs, aeroportos e salas de espera frequentemente utilizavam o aplicativo para passar o tempo. Seu nome passou a integrar a cultura popular, tornando-se sinônimo de jogos casuais para dispositivos móveis. O sucesso da franquia levou ao lançamento de diversos derivados, como Candy Crush Soda Saga, Candy Crush Jelly Saga e Candy Crush Friends Saga.
Foto: Divulgação/King
Cada título introduziu novas mecânicas e personagens, mas preservou a fórmula central que tornou a série famosa. A popularidade da marca também resultou em produtos licenciados, campanhas publicitárias e até programas de televisão inspirados no universo do jogo, como o “Candy Crush”, exibido em 2017 pela emissora CBS, nos Estados Unidos.
Foto: Reprodução/CBS
A relevância do título transformou a King em um alvo altamente atraente para gigantes da tecnologia (big techs). Em 2016, a empresa foi adquirida pela Activision Blizzard por US$ 5,9 bilhões (cerca de R$ 30,5 bilhões) e, posteriormente, comprada pela Microsoft em 2023 por US$ 70 bilhões (aproximadamente R$ 361,8 bilhões).
Foto: Reprodução/Candy Crush Saga Official
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