Um estudo da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados aponta que as emendas parlamentares destinadas à segurança pública não estão chegando, em geral, aos municípios com maiores índices de violência. Entre 2022 e 2026, quase 100% das cidades com violência acima da média estadual não receberam esses recursos. O levantamento mostra que o volume das emendas cresceu 96% entre 2022 e 2024, passando de R$ 346 milhões para R$ 672 milhões. Em 2025, São Caetano do Sul recebeu R$ 226,4 milhões, 37,3% do total nacional. As informações são da Agência Câmara de Notícias.
PT e o acelerador linear
Durante a 64ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Jundiaí, a vereadora Mariana Janeiro (PT) destacou a visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e as entregas realizadas para a cidade. Sobre a postura do prefeito Gustavo Martinelli, afirmou: “Quero destacar a atitude politicamente muito correta, muito honesta e muito ética do prefeito. Mesmo sendo de outro espectro político e ideológico, ele não se furtou a receber com dignidade um ministro de Estado. Não escondeu de onde vieram as entregas e os recursos. Isso é uma atitude que precisa ser reconhecida”. Mariana também defendeu que as rivalidades políticas sejam deixadas de lado quando o assunto é o bem da população.
Consulta pública para LOA 2027
A Prefeitura de Louveira abriu uma consulta pública eletrônica para receber sugestões da população para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027. Os moradores podem indicar áreas, ações e projetos que consideram prioritários para o município. As propostas serão avaliadas pelas secretarias e equipes, podendo ser incorporadas ao orçamento conforme critérios técnicos, jurídicos e financeiros. A LOA define as receitas previstas e despesas autorizadas para o ano seguinte. A consulta ficará aberta até 11 de setembro. A participação é feita por formulário eletrônico disponibilizado pela Prefeitura de Louveira.
Veto mantido em favor das mulheres
A Câmara de Louveira derrubou, na 13ª Sessão, o veto do prefeito ao projeto que proíbe a contratação, pelo poder público municipal, de pessoas condenadas por crimes de violência contra a mulher. Foram sete votos contra o veto e cinco a favor. O autor da proposta, vereador Clayton Finamore, citou 159 ocorrências em 2024, 184 em 2025 e 80 em 2026, além de cerca de 300 medidas protetivas. Os vereadores defenderam a medida como forma de proteção às mulheres. Com a rejeição do veto, a proposta inicial fica mantida.
Assédio eleitoral no trabalho
Pesquisa inédita do Tribunal Superior do Trabalho (TST), com análise de 138 processos, mostra como o assédio eleitoral se manifesta nas relações de trabalho durante as eleições. Entre as práticas identificadas estão pressão psicológica, ameaças, constrangimentos, promessas de benefícios e exigência de apoio a candidatos. Ferramentas digitais, como o WhatsApp, também aparecem em casos de tentativa de influenciar o voto dos trabalhadores. A distribuição de “santinhos” e a exposição de mensagens políticas no ambiente profissional estão entre as situações analisadas. As informações são do g1, com base no estudo do TST, que reúne decisões judiciais sobre práticas de assédio eleitoral no trabalho.


