A iniciativa passou a arrecadar e doar itens de saúde menstrual para alunas da escola e da comunidade, enfrentando uma realidade marcada pela vulnerabilidade social e pela falta de acesso a produtos básicos. “A gente oferece o que elas precisam”, afirma Alice Aparecida.
Ao perceberem a ausência de debates sobre o tema nas escolas, as estudantes identificaram uma brecha importante e passaram a discutir as dificuldades enfrentadas por muitas meninas, que frequentemente precisam escolher entre comprar alimentos básicos, como arroz, ou absorventes, por não terem condições financeiras de adquirir ambos. “A pobreza menstrual é um problema universal”, diz Manuella Barcellos.
A partir da experiência, Souza também desenvolveu um novo projeto voltado ao combate à violência contra crianças e adolescentes, que também foi vencedor. Ao tratar de temas como violência sexual e educação menstrual, ela reforça que ainda há preconceito. “Não estamos falando de sexualidade, estamos falando sobre saúde e sobre o nosso corpo”, esclarece.


