A orla de Copacabana voltou a receber manifestações em defesa do cão Orelha neste domingo, 17 de maio. O caso, que provocou forte comoção nacional nos últimos meses, reuniu ativistas, defensores da causa animal e populares em frente ao Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Entre os participantes, a presença de Dado Dolabella logo chamou atenção durante o protesto.
Caso Orelha fez o Brasil bater recorde de buscas
Com cartazes, palavras de ordem e pedidos de justiça, os manifestantes demonstraram indignação após o arquivamento das investigações sobre a morte do animal, ocorrida em janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis.

Justiça arquiva investigação sobre morte de Orelha
A decisão foi assinada no último dia 14 de maio pela juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina acolheu o pedido do Ministério Público e encerrou oficialmente o caso por falta de provas.
Protestos por Orelha mobilizam o país
De acordo com o relatório do Ministério Público de Santa Catarina, com cerca de 170 páginas, a investigação conduzida inicialmente pela Polícia Civil apresentou inconsistências, contradições na linha do tempo e ausência de evidências concretas.
Além disso, o órgão afirmou que depoimentos usados no inquérito se baseavam principalmente em comentários de terceiros e relatos do tipo “ouvi dizer” ou “vi nas redes sociais”.
Laudos afastam hipótese de agressão
Ainda de acordo com o Ministério Público, perícias realizadas posteriormente descartaram sinais de agressão humana contra o cão. Os laudos apontaram que Orelha sofria de uma infecção óssea grave e crônica na mandíbula, condição considerada compatível com a morte do animal, que acabou submetido à eutanásia.
Além disso, o relatório também destacou falhas em imagens analisadas no início das investigações. Após a correção dos horários registrados nos vídeos, o MP concluiu que o adolescente investigado não esteve com o animal no local indicado pela Polícia Civil.
Outro ponto levantado envolve imagens apresentadas pela defesa do jovem. O material mostra Orelha caminhando normalmente pela vizinhança por volta das 7h da manhã do dia 4 de janeiro. Trata-se de horário posterior ao suposto momento da agressão, estimado inicialmente em 5h30.
Caso de Caramelo também entrou na investigação
Além de Orelha, cães comunitários conhecidos como Pretinha e Caramelo viviam na região havia anos. Após a repercussão do caso, Caramelo acabou adotado, enquanto Pretinha morreu semanas depois.
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Sobre Caramelo, o Ministério Público também afastou suspeitas de maus-tratos. Segundo o órgão, as provas indicam que os jovens investigados apenas brincavam com o animal no mar, sem tentativa de afogamento.



