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Virada Cultural terá Manu Chao, aparelhagem paraense e Masp aberto por 24 h


Virada Cultural anunciou nesta sexta-feira (8), em evento no Theatro Municipal, a programação completa de sua edição deste ano. O festival gratuito, promovido pela Prefeitura de São Paulo, acontece entre os dias 23 e 24 de maio.

Sob o slogan “o festival do festivais”, o evento terá cerca de 1.200 shows espalhados por 21 palcos, cinco deles no centro da cidade, e 200 espaços culturais. A novidade é a participação mais ativa de museus como o Masp, que pela primeira vez ficará aberto e com entrada gratuita durante as 24 horas do evento, das 18h de sábado até o mesmo horário no domingo.

A Virada terá em seu palco principal, no Vale do Anhangabaú, shows do franco-espanhol Manu Chao e de atrações nacionais como Marina Sena, Seu Jorge, Péricles, Alexandre Pires e Luísa Sonza. O grupo de jazz do Benin, Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou, completa essa lista, além das três escolas de samba mais bem colocadas no último Carnaval de São Paulo.

As atrações foram anunciadas pelo secretário municipal de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente. Ele citou a participação da equipe de aparelhagem paraense Crocodilo no ano passado como um sucesso. Desta vez, a Virada receberá outra aparelhagem, o Carabao, tocando nos intervalos dos shows no palco do Anhangabaú e recebendo convidados.

A programação do centro da cidade foi ampliada, com um palco na avenida São João dedicado ao brega, com Joelma, Odair José, Gaby Amarantos, Johnny Hooker, Sidney Magal e a banda Fruto Sensual. A região também terá espaços como o Theatro Municipal e a Biblioteca Mário de Andrade abertos durante 24 horas.

O Theatro Municipal, aliás, vai retomar a programação em que artistas tocam álbuns inteiros na íntegra. Entre os shows estão Evinha tocando “Cartão Postal”, Di Melo cantando “Di Melo”, Simoninha com “Simoninha canta Simonal” e Mundo Livre S/A com “Samba Esquema Noise”, entre outros.

Entre as atrações internacionais estão o festival e gravadora Nyege Nyege, de Uganda, com uma seleção de artistas incluindo o DJ Travella, da Tanzânia, conhecido por seus beats acelerados. Scientist, lenda do dub jamaicano, vai tocar no centro com a cantora Jah9, também da Jamaica. O reggae ganha espaço ainda com atrações nacionais, caso de uma radiola —sistema de som comandado por DJ tocando reggae— maranhense, ainda não revelada.

O palco no Bom Retiro, que concentra a maior comunidade coreana em São Paulo, receberá uma novidade desta edição, o grupo de k-pop 1Verse. O espaço terá também concursos de dança e gastronomia asiática.

A Virada Cultural mantém os palcos espalhados pela periferia. Nos seis palcos espalhados pela zona leste, se apresentam Thiaguinho, Luísa Sonza e Michel Teló, entre outros. A zona sul, com sete palcos, recebe nomes como Péricles, Duquesa, Gustavo Mioto e Filho do Piseiro. Na zona norte, cantam Mumuzinho, Demônios da Garoa e Sidney Magal. Já a zona oeste tem Biquini Cavadão, Black Pantera e CPM 22 incluídos na programação.

Em 2026, a Virada Cultural espera receber um público maior do que no ano passado, quando a Prefeitura divulgou que 4,7 milhões de pessoas estiveram no festival. Como nos últimos anos, o evento terá atrações espalhadas por todas as regiões da cidade.

A estrutura é parecida com a do ano passado, sendo que o prefeito Ricardo Nunes, do MDB, afirmou que o evento agora vai custar menos aos cofres públicos —R$ 40 milhões, contra mais de R$ 50 milhões em 2025. “Mas não houve perda em relação a quantidade de atrações”, ele disse.

Segundo Nunes, isso foi possível por causa das parcerias com os Sescs, que receberão mais shows, Masp e Instituto Moreira Salles, além do poder público de outras regiões. Governos da China, Coreia do Sul, Maranhão, Goiás e Rio Grande do Sul, entre outros, segundo Totó Parente, patrocinaram atrações do evento.

A expectativa da Prefeitura é de que a Virada Cultural movimente mais de R$ 500 milhões na economia da capital paulista, gerando mais de 20 mil empregos diretos e indiretos.

A prefeitura e seus secretários anunciaram um aumento de 47% no efetivo da Guarda Civil Metropolitana, um total de 2.800 guardas. Serão ainda 9.000 agentes, 4.800 policiais militares e 2.600 seguranças privados, além de 712 viaturas —um acréscimo de 27% em relação ao ano passado nos automóveis.

A administração municipal aposta em tecnologia de câmeras e drones para diminuir a sensação de insegurança e os roubos de celulares. Ricardo Nunes afirmou que “se for bandido, tenho certeza de que vai ter uma viagem sem volta para a casa dele”.

A Virada Cultural terá ainda um aumento de quase 30% na quantidade de banheiros públicos, uma reclamação recorrente das plateias do festival. Em relação ao transporte público, 50 linhas noturnas vão operar com frota reforçada.



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