Seguindo o lançamento de Invincible VS, o Omelete teve a oportunidade de bater um papo rápido com um dos autores dos quadrinhos que deram origem ao jogo, Robert Kirkman. Ele é considerado uma lenda a esse ponto, tendo também criado a franquia The Walking Dead, que assim como Invencível, virou série de TV e derivou múltiplos jogos.
Kirkman nunca foi contra adaptar suas obras para os videogames, muito pelo contrário: The Walking Dead já rendeu diversos títulos, entre eles o celebradíssimo projeto da Telltale Games, e o próprio Invencível já tem Invincible: Guarding the Globe para celulares.
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Invincible VS marca a primeira empreitada nos consoles de mesa, e no gênero de jogos de luta, tanto para franquia, quanto para Kirkman. Quando questionado sobre isso, ele disse: “Ninguém teve que me convencer a fazer um jogo de luta. Tenho desejado um para Invencível há muito tempo. E não podia ter ficado mais feliz quando me disseram que íamos fazer um”.
Ele não poupou elogios para o time da Quarter Up, desenvolvedora responsável pelo projeto: “O que Michael [Willete, produtor executivo] e a equipe fizeram é absolutamente excepcional […] O jogo superou as minhas expectativas em quase todos os sentidos. Então, sim, eu não poderia estar mais empolgado com ele”.
Um dos pontos que também foram levantados é a história do jogo — Kirkman e o time da Quarter Up escolheram um caminho diferente para Invincible VS ao criarem uma história original. Isso, entretanto, não é exatamente novidade para as adaptações do autor, que sempre seguem histórias inéditas ou complementares em relação às obras nas quais são baseadas.
“Cada versão de uma história pode ser destinada para um leitor, um jogador, um espectador de série de TV… pode ser a primeira experiência deles com aquela história. E, por isso, queremos proporcionar uma experiência única”, disse Kirkman.
Do ponto de vista do gameplay, Michael Willete, produtor executivo do jogo, complementou: “Tem algo para todo mundo. E, para nós, foi realmente sobre encontrar aquele equilíbrio delicado entre quais são as necessidades da história, quais são as necessidades dos jogadores, e conseguir essa sinergia. Achamos que fizemos um trabalho muito bom com a nossa base ao estabelecer isso. Agora, o céu é o limite“.
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Com isso, Kirkman ressaltou a importância das diferentes adaptações se conversarem, em suas dissonâncias, com o público. Onde uma obra leva a outra, para assim atrair os mais diversos grupos de pessoas. “E é por isso que nos certificamos de que cada versão tenha sua própria história e experiência únicas, e seja um elemento que agrega por si só”, completou.
Isso, para aqueles que acompanharam a série de TV de The Walking Dead ou estão vendo Invencível, é bastante perceptível. Ambas criaram em cima ou modificaram os quadrinhos de amplas formas. Seja adicionando histórias próprias, modificando as já existentes, expandindo arcos de personagens ou criando novos, como foi com Daryl Dixon, personagem original da série de TV de TWD. E todos sabemos o sucesso que ele fez e faz até hoje.
Isso mostra uma coesão para com as mudanças que Invencível já fez em suas quatro temporadas, como também a visão de Kirkman sobre adaptações como um todo.
“Quando você está apenas contando a mesma história repetidas vezes, de um videogame para uma série ou o que quer que seja, pode ser prejudicial. Porque é tipo: ‘OK, bom, agora estou recebendo uma versão inferior dessa história, ou estou recebendo a mesma história que já vivenciei na televisão, mas agora é um jogo.’ Tipo, você quer que isso proporcione algo novo”, concluiu sobre o assunto.
Invincible VS já está disponível para PC, Playstation 5 e Xbox Series X|S.
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