InícioCidadesCom quase 50 anos, CVV faz busca ativa por voluntários

Com quase 50 anos, CVV faz busca ativa por voluntários

Com o slogan “Você não está sozinho”, o Centro de Valorização da Vida (CVV) de Jundiaí está em busca de novos voluntários para ampliar a equipe que mantém o atendimento 24 horas por dia. Atualmente, a unidade conta com 31 pessoas, que se revezam nos plantões e se dedicam durante três horas semanais ao serviço, mas para manter a qualidade e foco nos atendimentos precisam de mais pessoas. 

Como trata-se de um serviço gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio, voltado a pessoas que precisam conversar e ser ouvidas em momentos de dificuldade, o atendimento é aberto a pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos, e não é necessário estar em uma situação de crise para procurar o serviço, porém as ligações são gratuitas, sigilosas e anônimas. 

Segundo explica uma das voluntárias, Maria Bernadete Amaral, é pelo 188 que pessoas de todo o Brasil podem conversar com um voluntário, sem precisar informar nome ou localização. O serviço também funciona por e-mail e pelo chat disponível no site do CVV. Em todo o país, são cerca de 2 mil ligações recebidas por dia. “Cada ligação é um pedido de socorro. Nosso papel é ouvir e acolher. Às vezes, a pessoa liga apenas para chorar ou desabafar, e até o silêncio fala por si só”, afirma. 

Antes de começar os plantões, os voluntários passam por cursos e treinamentos para aprender a acolher as pessoas seguindo as diretrizes da instituição. Para Mariângela Mazzon, que atua há 15 anos, o trabalho também é um aprendizado para a vida. “Você aprende a ouvir e a compreender. As pessoas confiam seus medos, inseguranças, traumas e dores a alguém que elas não conhecem. Toda história é uma história”, diz.

Além do atendimento, o CVV realiza ações em empresas, escolas e postos de saúde. Em Jundiaí, mantém parceria com a Prefeitura no projeto Viver e coordena um Grupo de Apoio aos Sobreviventes, voltado a familiares que perderam alguém. Os encontros são realizados uma vez por mês. 

Quem pode ser voluntário?

Não é preciso ter formação em psicologia ou na área da saúde. Para ser voluntário, é necessário ter 18 anos ou mais e estar disposto a ouvir sem julgar ou tentar resolver a vida de quem liga.“É um trabalho de acolhimento, mas também de responsabilidade”, explica a unidade.

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