Em sua resposta à ação movida pelo PT, a advogada da campanha de Flávio, Maria Claudia Bucchianeri, afirma que o deepfake se caracterizaria por “manipulação de fatos, fotos, vídeos e falas reais, a partir da mistura entre realidade e tecnologia, com falseamento profundo e inescapável induzimento em erro”. Seguindo esse raciocínio, na ausência de intuito de enganar o eleitor, uma vez que o vídeo tinha tarjas e anúncios especificando se tratar de IA, a peça com Bolsonaro não configuraria deepfake .
O vídeo exibido na convenção no último dia 25 trazia a imagem de Bolsonaro com um fundo branco. O ex-presidente se dirige ao público: “Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu. Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial. Como todos aqui sabem, eu estou preso e calado”.
Segundo Bucchianeri, o deepfake que apresenta Bolsonaro dizendo ter escolhido Flávio para substituí-lo nada mais seria do que uma versão mais tecnológica do apoio do presidente Lula a Fernando Haddad em 2018, quando atual presidente estava preso e impossibilitado de concorrer. Na época, Haddad usava máscaras de papel com o rosto do presidente Lula e a campanha tinha o mote “Agora Lula é Haddad”.


