Jimmie “Chris” Duncan foi libertado após passar 27 anos no corredor da morte na Louisiana, nos Estados Unidos. A Justiça concluiu que ele foi condenado por um crime que não cometeu e que a acusação se baseou em provas periciais posteriormente desacreditadas.
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Em maio de 2025, um juiz reconheceu que havia evidências claras de sua inocência e também apontou falhas na atuação da defesa durante o julgamento realizado em 1998. Após uma audiência em julho, Duncan obteve liberdade sob fiança enquanto o Estado recorre da decisão que anulou a condenação.
O caso envolvia a morte de Haley Oliveaux, de 23 meses, em 1993. Duncan sempre afirmou que a menina se afogou acidentalmente durante o banho, após sofrer problemas de saúde e lesões na cabeça nas semanas anteriores.
A condenação teve como principal base supostas marcas de mordida identificadas por dois peritos. Segundo a defesa, um vídeo revelou que um dos especialistas pressionou um molde dos dentes de Duncan contra o corpo da criança, criando as marcas que depois foram apresentadas como prova no julgamento.
Outros peritos também contestaram a autópsia, classificando suas conclusões como incompatíveis com os padrões científicos. Além disso, a defesa apresentou evidências de que um detento que afirmou ter recebido uma confissão de Duncan buscava benefícios judiciais em troca do depoimento, informação que não foi apresentada ao júri.


