Quem passa pelo Centro de Jundiaí ou pelas principais ruas comerciais dos bairros talvez não imagine que, em plena era dos aplicativos e das compras feitas com poucos toques na tela do celular, o comércio físico continue abrindo novas portas. Segundo dados do Cadastro Fiscal Mobiliário (CFM), da Secretaria de Finanças, entre 30 de junho de 2025 e 30 de junho de 2026, o número de comércios inscritos em Jundiaí saltou de 11.896 para 13.662, um crescimento de 14,84% em apenas um ano.
E o crescimento não ficou concentrado em uma única região. Bairros como Sul (+16,6%) e Oeste (+16%) tiveram expansão acima da média da cidade, puxando o resultado geral, sinal de que o comércio de proximidade segue ganhando força. Ao mesmo tempo, o Centro de Jundiaí, foco do programa de revitalização da região central, também cresceu no período (+10%), mostrando que investir no coração da cidade e fortalecer os bairros não são caminhos concorrentes, mas complementares.
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E poucas histórias traduzem tão bem o momento do comércio jundiaiense quanto a da empresária Tatiana Godoy, dona de três lojas de roupa feminina. Desde pequena ela acompanhava o avô trabalhando em uma mercearia. Ali nasceu o sonho de ter o próprio negócio. Depois de duas décadas como gerente de loja, decidiu mudar completamente de vida quando nasceu seu segundo filho.
“No bairro as pessoas entram para comprar, mas também para conversar. Elas conhecem as vendedoras, contam da vida, criam amizade. No centro as pessoas têm mais pressa, o entra e sai é maior, mas o contato pessoal é sempre muito importante. Hoje muitos clientes circulam entre as três lojas, e esse relacionamento continua sendo nosso maior patrimônio.”
Venda cara a cara
O futuro do varejo não está na disputa entre loja física e internet. Está na combinação dos dois mundos, impulsionada por uma cidade que investe na valorização dos pequenos negócios, na revitalização dos espaços públicos e na criação de oportunidades para quem decide empreender. Para a diretora de Fomento ao Comércio e Serviços, Cida Gibrail, os números do último ano confirmam que Jundiaí fortalece o chamado comércio de proximidade, aquele que faz parte da rotina dos moradores.


